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Mostrando postagens de Março, 2010

Maior produtor de ópio, Afeganistão também já lidera em haxixe, diz ONU

O Afeganistão, o maior produtor de ópio do mundo, agora também é o maior produtor de haxixe, revelou o Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime (UNODC, na sigla em inglês).

Em um relatório divulgado nesta quarta-feira, o UNODC estima que os agricultores no Afeganistão estejam produzindo entre 10 mil e 24 mil plantas de maconha (Cannabis sativa) por ano.

"Enquanto outros países têm plantações maiores, a safra surpreendente das plantações de maconha no Afeganistão torna o país no maior produtor mundial de haxixe, com uma produção estimada em 1,5 mil e 3,5 mil toneladas por ano", diz o diretor-executivo do UNODC, Antonio Maria Costa.

As plantações afegãs rendem em média 145 quilos de haxixe (resina obtida a partir da maconha) por hectare, comparadas com a média de 40 quilos por hectare do Marrocos, tido como um dos maiores produtores de haxixe do mundo.

De acordo com o UNODC, a colheita e processamento da maconha também são mais baratos - o custo de cultivar um hectar…

"Estou chocado com esse expediente típico da ditadura": Uma mentira revelada!

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Sexta-feira à tarde, 26 de março, professores em greve da rede estadual se reúnem na frente do estádio do Morumbi. Objetivo é chegar à sede do governo do Estado de São Paulo, para fazer o então governador José Serra  abrir negociação.
A tropa de choque bloqueia todos os acessos ao Palácio dos Bandeirantes. Caminhões atravessados nas ruas, barreiras de concreto, policiais armados.  O conselho de representantes da Apeoesp – 700 professores da capital, Grande São Paulo e interior – está em atenção máxima, para que não haja qualquer incidente.


“Antes da assembleia, deu para eu ver um homem atirando ovos no caminhão de som, um resvalou em mim”, conta Maria Izabel Noronha, presidente do Sindicato dos Professores em Estabelecimentos de Ensino da Rede Pública do Estado de São Paulo (Apeoesp). “Estranhei. Nesta campanha, fizemos várias passeatas com milhares de pessoas sem nenhum incidente. A oposição está com a situação nesta campanha.”
“Comecei então assembleia, dizendo que íamos f…

Joaquim Nabuco: 100 de sua morte.

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Joaquim Nabuco morreu em janeiro de 1910, quando ocupava o cargo de embaixador do Brasil em Washington.

Havia retornado à diplomacia na virada do século, depois de ter ficado no ostracismo com a chegada da República, em1889, ele que era monarquista e havia acumulado muitas afinidades com a dinastia dos Braganças e o ritual mais pomposo do parlamentarismo monárquico. Vivera preocupado com o risco de que a República, sem quadros dirigentes bem preparados e tendo de se fixar num território gigantesco e mal povoado, derivasse para algum tipo de tirania ou entregasse o País às oligarquias. Tentou combatê-la, mas não havia ressonância monarquista confiável no País. O golpe de Deodoro da Fonseca desnorteou-o. Voltou-se, então, para si mesmo, dedicando-se a escrever sobre a vida de seu pai e a elaborar suas próprias memórias.

Dessa fase de quase reclusão resultaram dois grandes livros, Um Estadista do Império e Minha Formação, obrigatórios em qualquer brasiliana que se preze.

Antes da Repúbli…

Múmia de faraó monoteísta finalmente é identificada

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Os testes de DNA que revelaram a causa da morte do faraó Tutankamon também desvenderam outro mistério egípcio: o destino da múmia de seu pai, o controverso Akhenaton. A descoberta pode ajudar a esclarecer a primeira tentativa histórica de uma religião monoteísta, há 3000 anos.

Durante seu reinado de 17 anos, Akhenaton tentou subverter a tradição milenar da religião e arte egípcias e estabelecer o culto a um único deus solar. No fim, essa experiência ousada falhou e ele foi sucedido por Tutankamon, que restabeleceu a antiga religião. Não se soube que aconteceu com o “faraó herege”, já que o túmulo construído para ele ficou inacabado e seu nome foi tirado da genealogia oficial de reis do Egito.

Dois anos de exames de DNA e tomografias conduzido em 16 múmias pelo Conselho Supremo de Antiguidades do Egito renderam provas que uma múmia não identificada, conhecida como KV55 (número de seu túmulo no Vale dos Reis) é de Akhenaton. “No fim, havia apenas um jeito dos dados genéticos se encaixa…

Regulamentação da profissão de historiador passa no Senado

A luta começou em 1968 com o jornalista e historiador Heródoto Barbeiro. Então líder do movimento estudantil, ele apresentou ao deputado Ewaldo Pinto um anteprojeto para a regulamentação da profissão de historiador. A ideia chegou aos plenários de Brasília naqueles tempos, muitas outras propostas neste sentido foram criadas desde então, mas a regulamentação nunca saiu do papel. No último dia 10 de março, porém, os favoráveis ao projeto conseguiram uma vitória inédita no Senado.

Encaminhado pelo senador Paulo Paim (PT-RS), o reconhecimento oficial da profissão será analisado na Câmara dos Deputados. Mas não tão cedo, segundo Durval Muniz, presidente da Associação Nacional de História (ANPUH). Para ele, a eleição deste ano atrapalhará o processo, adiando a votação da regulamentação na Casa para 2011.

“Os projetos têm esbarrado na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público, a mesma que já aprovou a profissão de motoboy e mototáxi. A produção da memória é funda…

Livro analisa por que não houve ditaduras como a nossa

A ditadura militar brasileira  manteve o congresso funcionando durante a maior parte de sua existência; realizou eleições para cargos públicos; e promoveu a alternância de diferentes generais no poder, cumprindo mandatos predeterminados, em vez de perpetuar um único ditador. Mais de 20 anos após o fim do regime militar, o livro O Que Resta da Ditadura: a exceção brasileira, lançado nesta sexta (19) em São Paulo, explica por que nossa ditadura foi diferente das outras na América Latina.Organizado por Edson Teles e Vladimir Safatle, o livro resgata os resquícios deixados pela ditadura na sociedade brasileira atual e estimula o leitor a analisar problemas crônicos da conjuntura brasileira como consequências daquele período.

Embora outros países latino-americanos tenham tido ditaduras com semelhanças - como as políticas de extermínio de opositores, que alimentou o surgimento da oligarquia financeira -, ao mesmo tempo apresentaram algumas diferenças importantes.

A ditadura bra…

Evo Morales diz que Cuba é exemplo de direitos humanos

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O presidente boliviano, Evo Morales, afirmou que Cuba é exemplo de direitos humanos e um exemplo disso é a colaboração incondicional que presta a outras nações nas esferas da saúde e a educação, entre outras.

Depois de participar em um ato para comemorar a realização de 500 mil operações de visão na Bolívia, como parte da Operação Milagre, o estadista se somou aos assinantes de um documento que circula em nome de intelectuais, acadêmicos, lutadores sociais, pensadores críticos e artistas da Rede Em Defesa da Humanidade, do qual é fundador.

Na nação sul-americana também assinaram esse texto o cineasta Jorge Sanjinés, os jornalistas e analistas Hugo Moldiz, Rafael Ponte e Alejandro Dausá, o representante do Partido Comunista Marcos Domich, e Reemberto Cárdenas, em nome do Movimento de Solidariedade com Cuba, entre outros profissionais.

Na declaração, se questiona a decisão do Parlamento Europeu e a campanha midiática orquestrada em Washington para desacreditar à Ilha, depoi…

Dia Internacional da Luta das Mulheres

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(do site Juventude Revolução)

Neste 08 de março completam-se 100 anos desde que, na Segunda Conferência Internacional de Mulheres, a revolucionária alemã Clara Zetkin propôs um Dia Internacional da Mulher.

A data, cujo significado a burguesia busca corromper, nasceu pela luta das trabalhadoras do mundo por melhores condições de vida e trabalho. Uma luta que se mantém viva e atual.

A Juventude Revolução - IRJ publicou como um de seus cadernos o texto "O Dia da Mulher", de Alexandra Kollontai, publicado originalmente em 1913.


Acesse a cartilha em PDF


Sobre quem foi Alexandra Kollontai
Dirigente revolucionária russa, nasceu e foi criada no seio de uma família da nobreza latifundiária. O pai era general do exército tzarista e a mãe de origem camponesa.

Passou a infância entre Petrogrado e a Finlândia. Aos 20 anos, casa-se com um jovem oficial do exército, com quem teve um filho, Misha.

Em 1898 abandona sua situação privilegiada, deixa o marido e o filho e junta-se ao Par…

Chile e o Desastre do Estado Mínimo

do site do Luiz Carlos AzenhaDepois do fracasso no Chile, liberais atacam "estado mínimo".
O retumbante fracasso do governo Bachelet na resposta ao terremoto da semana passada levou a uma situação curiosa, no Chile: os liberais agora atacam o estado mínimo, do qual o país sempre foi um exemplo cantado em prosa e verso.

Quanto ao fracasso, foi espetacular e, para mim, revelador.

Espetacular porque houve um completo fracasso nas comunicações intragovernamentais do país. Houve um estrondoso bate-cabeças que mediu 8.5 na escala Richter. Ficou claro que a fiscalização das obras é ineficaz, pelo grande número de prédios novos que veio abaixo. Os acréscimos não previstos na legislação da construção civil cairam em toda parte: tetos de gesso, passarelas e outros penduricalhos. Sem falar no completo despreparo para dar à população o mínimo atendimento que se requer em situações de emergência. A patética tentativa da presidente Bachelet de jogar a culpa nos vândalos me f…

Guernica Viva: Um olhar por dentro da tela

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A tela de Picasso, Guernica, é por si só uma aula de história e de tudo aquilo que devemos relembrar dos nossos erros históricos e sociais.

A pequenina cidade, que foi atacada durante a revolução espanhola, viveu todo o terror que uma guerra pode provocar! Terror causado pelo estado em luta contra homens e mulheres, trabalhadores, desempregados, poetas... que não queriam muito mais do que a paz, sua casa e o seu trabalho.

Várias "guernicas" se espalham pelo Haiti, Iraque, Afeganistão, pelo continente Africano...

Se a memória desse desastre humano não nos serve para afirmar chega de guerra, afinal o que somos? Pelo que lutamos?

E para uma visão "por dentro" veja a tela em 3D: