Dia Internacional da Luta das Mulheres

(do site Juventude Revolução)

Neste 08 de março completam-se 100 anos desde que, na Segunda Conferência Internacional de Mulheres, a revolucionária alemã Clara Zetkin propôs um Dia Internacional da Mulher.

A data, cujo significado a burguesia busca corromper, nasceu pela luta das trabalhadoras do mundo por melhores condições de vida e trabalho. Uma luta que se mantém viva e atual.

A Juventude Revolução - IRJ publicou como um de seus cadernos o texto "O Dia da Mulher", de Alexandra Kollontai, publicado originalmente em 1913.





Sobre quem foi Alexandra Kollontai
Dirigente revolucionária russa, nasceu e foi criada no seio de uma família da nobreza latifundiária. O pai era general do exército tzarista e a mãe de origem camponesa.

Passou a infância entre Petrogrado e a Finlândia. Aos 20 anos, casa-se com um jovem oficial do exército, com quem teve um filho, Misha.

Em 1898 abandona sua situação privilegiada, deixa o marido e o filho e junta-se ao Partido Operário Social-Democrata Russo, atuando principalmente entre as mulheres trabalhadoras.

A partir de 1896, começa a estudar o marxismo e economia. Passa a militar num grupo de apoio aos grevistas do setor têxtil de Petrogrado.

Em 1898, publica o seu primeiro estudo sobre a psicologia da educação, antes de começar os estudos universitários de economia em Zurique. Adere progressivamente ao marxismo, admirando Kautsky e Rosa Luxemburgo, face às posições revisionistas promovidas por Bernstein.

Em 1899, viaja a Inglaterra para estudar o movimento operário desse país, voltando à Rússia reafirmasua adesão ao marxismo. Após a vitória da Revolução de 1917, ocupa o posto de Comissária do Povo para a Assistência Pública no primeiro governo soviético. Trabalhou para que fossem reconhecidos os direitos e liberdades às mulheres.

Em 1918, Kollontai organiza o Primeiro Congresso de Mulheres Trabalhadorasde toda a Rússia, donde nasce o Genotdel, organização dedicada a promover a participação das mulheres na vida pública e nos projetos sociais, nomeadamente a luta contra o analfabetismo.

A partir de 1930 abandona suas posições marxistas e declara apoio a Stalin e a teoria do socialismo em um só país. Faleceu em Moscou em 9 de março de 1952.

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