Regulamentação da profissão de historiador passa no Senado

A luta começou em 1968 com o jornalista e historiador Heródoto Barbeiro. Então líder do movimento estudantil, ele apresentou ao deputado Ewaldo Pinto um anteprojeto para a regulamentação da profissão de historiador. A ideia chegou aos plenários de Brasília naqueles tempos, muitas outras propostas neste sentido foram criadas desde então, mas a regulamentação nunca saiu do papel. No último dia 10 de março, porém, os favoráveis ao projeto conseguiram uma vitória inédita no Senado.

Encaminhado pelo senador Paulo Paim (PT-RS), o reconhecimento oficial da profissão será analisado na Câmara dos Deputados. Mas não tão cedo, segundo Durval Muniz, presidente da Associação Nacional de História (ANPUH). Para ele, a eleição deste ano atrapalhará o processo, adiando a votação da regulamentação na Casa para 2011.

“Os projetos têm esbarrado na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público, a mesma que já aprovou a profissão de motoboy e mototáxi. A produção da memória é fundamental para a manutenção de certos arranjos políticos, talvez isso faça com que não aja interesse na regulamentação”, afirma Durval, que também aponta parlamentares ligados às universidades privadas como um dos principais inimigos da regulamentação da profissão de historiador.

Para facilitar a aprovação no Senado, Paim optou por uma redação enxuta, que não cobre temas polêmicos como a situação dos historiadores sem diploma. A partir de maio, a ANPUH fará encontros estaduais para debater, entre outras coisas, este assunto e outras possíveis emendas que podem ser encaminhadas na Câmara.

Em breve, a regulamentação da profissão de historiador também será abordada na Revista de História. Deixe seu comentário com sua opinião sobre o projeto e participe dos debates.


Por Adriano Belisário, em 18/03/2010
link / fonte: http://rhbn.com.br/v2/home/?go=detalhe&id=2975

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