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Mostrando postagens de Maio, 2010

"O perigo que o déficit público representa é zero"

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Em entrevista ao jornal Washington Post, o economista norte-americano James K. Galbraith, critica a receita ortodoxa que recomenda o corte de gastos públicos como maneira de enfrentar a crise. Para ele, trata-se de uma receita totalmente falaciosa e que está sendo imposta neste momento a vários países. "Isso está ocorrendo agora na Europa e é desolador. Exige-se que os gregos cortem 10% do gasto público em poucos anos. E se supõe que isso não afetará o PIB. É evidente que afetará. E estão obrigando a Espanha a fazer o mesmo", critica. Ezra Klein - Washington Post
“A idéia de que as dificuldades de financiamento (do Estado) emanam dos déficits públicos é um argumento apoiado em uma metáfora muito potente, mas não nos fatos, não na teoria e não na experiência cotidiana.”

“A receita que se sugere agora, de que é possível cortar o gasto público sem cortar a atividade econômica é completamente falaciosa. Isso está ocorrendo agora na Europa e é desolador. Exige-se que…

Duzentos anos da Argentina vistos pelo andar de baixo

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A historiografia tradicional construiu vários mitos ao redor do processo da independência da Argentina. É uma narrativa repleta de silêncios e lacunas. Nos conflitos internos e externos, os negros, os índios, mestiços e mulatos sempre foram bucha de canhão. Em 1810, por exemplo, havia uma paridade entre homens e mulheres negras na Argentina. Em 1822, os homens negros adultos tinham desaparecido. No primeiro censo moderno da República Argentina, em 1868, os africanos e seus descendentes representavam apenas 9% da população total de Buenos Aires. Após a primeira epidemia de febre amarela, no censo de 1887, restaram só 1,8%. O artigo é de Carlos Abel Suárez.
Carlos Abel Suárez - SinPermiso
Recordando Dora Coledesky e Ángel Fanjul
“Quando cheguei a Córdoba, o general San Martin estava numa estância, a quatro léguas da cidade, sempre se dizendo enfermo. Estive a visitá-lo com outras pessoas, ele nos recebeu muito bem e conversou largamente sobre nossa revolução. Entre outras cois…

((Aula)) Formação das Monarquias Nacionais

Apresentação por meio do google docs.

((Aula)) Cultura Medieval

((Aula)) Congresso de Viena

Cristianismo tornou-se religião de Estado do Império Romano em 380 d.C.

Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Efígie de Teodósio 1º O decreto do imperador bizantino Teodósio 1º teve consequências abrangentes ao unir à Antiguidade clássica as raízes judaico-cristãs do continente europeu. Com bons e maus desdobramentos. Nº 3 da série "Os Europeus".
Até o Concílio de Niceia, no ano de 325 d.C., igrejas eram incendiadas, cristãos eram caçados e tinham seus bens confiscados. As perseguições se agravaram sobretudo sob o imperador Diocleciano (cerca de 245-316). Este pretendia reviver a velha cultura pagã, tornando-a religião de Estado. Porém sua política anticristã fracassou e foi abolida pelo sucessor, o imperador Constantino 1º (cerca de 285-337). O aparato militar e administrativo funcionava bem no Império Romano. Um espaço econômico comum trouxera prosperidade. Os direitos civis concedidos a todas as pessoas que habitavam o território estatal romano promoviam a coesão – menos no tocante à prática da religião. O Concílio de Ni…

Os torturadores não podem dormir tranqüilos

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A Justiça chegará ao Brasil, de fora para dentro
Do site Conversa Afiada [que] reproduz texto de Marcelo Zelic, vice-presidente do grupo Tortura Nunca Mais:
Caro Paulo Henrique Amorim, estive em Brasília e gostaria de partilhar com os amigos navegantes do Conversa Afiada o poema e o texto, que trago depois de um silêncio. A todos aqueles que enviaram cartas aos ministros do STF, na esperança de Justiça, e àqueles que difundiram a campanha e o documentário, exponho uma certeza. A luta deu um salto de qualidade. Já que o Estado brasileiro mostrou sua cara a favor da impunidade, seguimos.
Quem afaga a tortura, desrespeita o sofrimento vivido. Gera lágrima e dor futura. O juiz que se omite em punir a barbárie, por mais que esbraveje o contrário.

"Mãe de todas as Constituições" promulgada em 287 a.C. em Roma

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Quando os plebeus se retiraram de Roma, em 287 a.C., escreveu-se um capítulo da história constitucional europeia: a introdução do "plebis scitum" deu origem ao atual referendo popular. Nº 2 da série "Os Europeus". Em Roma, a polêmica em torno da igualdade de direitos entre patrícios nobres e plebeus não pertencentes à nobreza durou mais de dois séculos. Por volta de 450 a.C. todas as leis romanas foram expostas ao público no Fórum Romano, gravadas em 12 tábuas de bronze, de modo a proteger os cidadãos da arbitrariedade dos funcionários.
A partir de 421 a.C. os plebeus ganharam o direito de exercer a menor magistratura – a questura. Seguiram-se então carreiras militares de menor escalão. Em 366 a.C. eles nomearam pela primeira vez um cônsul e enviaram representantes ao Senado romano.

Dez anos mais tarde, um plebeu chegou a ser nomeado ditador – o principal cargo público romano da época, embora temporário. A impressão era, então, de que se alcançara uma equiparação do…