10 de junho de 1988 – Governo da Coréia do Sul esmaga passeata estudantil


Faltando 99 dias para o início das Olimpíadas da Coréia do Sul, cerca de 500 pessoas foram detidas e 100 ficaram feridas em violentos confrontos com que dezenas de milhares de policiais conseguiram impedir que outros tantos estudantes deixassem a capital rumo à fronteira com o vizinho do Norte. A marcha, destinada a negociar com uma delegação norte-coreana a promoção conjunta dos jogos Olímpicos daquele ano e estimular o processo de reunificação dos dois países, havia sido proibida pelo governo.




As batalhas do dia dez foram precedidas por quatro horas de confronto entre estudantes da Universidade de Yonsei e policiais, que resultaram em 134 feridos e 600 jovens detidos. A agitação maior ocorreu na capital, Seul, mas acredita-se que ao menos 20 mil estudantes, de universidades de todo o país, tenham participado de embate com as forças do governo.

Na Universidade de Yonsei, cerca de 10 mil jovens passaram a noite e iniciaram o dia com um comício que deveria terminar em caminhada até a estação ferroviária. De lá, seguiriam para a cidade fronteiriça de Panmunjon, na zona desmilitarizada entre as duas Coréias. Os manifestantes, porém, foram barrados na porta da universidade por quatro mil agentes antimotim.

A onda de protestos tinha começado no ano anterior. Nessa ocasião, o então presidente Chun Su Hwan (1980-1987), que assumira o poder mediante um golpe militar, anunciara um sucessor que seria referendado por um colégio eleitoral obediente. Aos poucos o povo da Coréia ia ganhando mais liberdade política, enquanto a economia sul-coreana crescia exponencialmente. Assim, ao término do mandato de Hwan, Roh Tae Woo abraçava a cadeira de Chefe de Estado, iniciando, graças a uma forte pressão popular, uma era de redemocratização no país.

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