Em defesa do Arquivo Nacional

Ato público reúne cerca de 80 pessoas pela permanência do Arquivo Nacional na Casa Civil; decisão do ministro da Casa Civil devolve órgão para o Ministério da Justiça
Por Alice Melo - do site RHBN

Um abraço simbólico selou o ato público pela permanência da gestão do Arquivo Nacional na Casa Civil, na manhã desta terça-feira (11). Cerca de 80 pessoas aderiram ao chamado da Associação dos Servidores do Arquivo Nacional (Assan) e compareceram à manifestação, no espaço externo da instituição.

Além do abraço, foi realizada uma assembleia dos servidores do arquivo, que aprovou os quatro principais pontos de reivindicações da classe, sendo eles: a manutenção do Arquivo Nacional na Estrutura da Presidência da República; abertura de um diálogo sobre o plano de carreira dos servidores; manutenção dos órgãos sob a tutela do Arquivo (o Siga e o Conarq); e mudança da diretoria do Arquivo Nacional.

Os pontos estão sendo reunidos em um documento que será entregue ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, em uma reunião, na quarta-feira (12). No encontro, haverá um diálogo entre membros da Assan e o ministro, a fim de se chegar a um consenso sobre o futuro do Arquivo.

O movimento pela manutenção do Arquivo Nacional na Casa Civil começou na semana passada, após anunciada a transferência da gestão da instituição para o Ministério da Justiça, órgão ao qual o arquivo era submetido até 2000. A notícia, dada pelo ministro Antônio Palocci em seu discurso de posse, assustou a comunidade arquivística brasileira, que discute os possíveis danos à atual estrutura administrativa, política e técnica do Arquivo Nacional com esta mudança.

Leia mais sobre a transferência aqui.

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