Véspera de referendo sobre entrada da Croácia na UE é marcada por protestos

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Policiais croatas e manifestantes nacionalistas entraram em confronto neste sábado (20/01), um dia antes da realização de um referendo sobre a entrada da Croácia na União Europeia. Os manifestantes tentavam tirar uma bandeira da UE de onde estava hasteada, alegando que mostrar bandeiras estrangeiras é ilegal.

Os ativistas carregavam cartazes com dizeres como  "Não à UE" ou "Eu amo a Croácia", e gritavam frases contra o bloco europeu. A Croácia assinou um tratado de adesão à UE no fim do ano passado, e, caso os croatas ratifiquem a entrada do país no bloco europeu, a nação integrará a UE a partir de julho de 2013.


A última pesquisa de intenção de voto indica que cerca de 60% dos croatas são favoráveis à adesão do país à UE. Os críticos, no entanto, afirmam que a Croácia nada tem a ganhar com a entrada no bloco europeu.

O país enfrenta sérios problemas econômicos, com a taxa de desemprego em torno de 17% e um rombo no orçamento projetado de 6,2% do PIB (Produto Interno Bruto). Estimativas do Bando Mundial indicam que o PIB do país terá uma redução de 1% em 2012.

Durante uma intervenção na quinta-feira (19/01) no Sabor (Parlamento), Vesna Pusic, líder do Partido Popular Croata (HNS, que integra a coligação no poder) disse que a "estabilidade" é o mais importante argumento para a adesão. "O mais importante argumento é a estabilidade das instituições estatais e a firmeza do Estado, sem as quais não pode haver recuperação econômica, direitos humanos, normal funcionamento das instituições e confiança", afirmou.

A ministra também recorreu à turbulenta história desta região da Europa durante o século XX -- apesar do período de estabilidade durante a Iugoslávia socialista de Tito, entre 1945 e início da década de 1980 -- para reforçar os seus argumentos.

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