[Minha opinião] Desrespeito e despreparo! (mais uma vez... mais uma...)




Ao final do jogo da semifinal neste domingo entre Mixto e Cuiabá um sentimento de revolta e angustia me tomou.

Não, não foi a derrota do Mixto.

Ao final do primeiro tempo, quando o juiz se dirigia ao seu vestiário e tomou o corredor que dá acesso ao mesmo (cercado por grades de cima em baixo) os torcedores correram até a grade para reclamar dos seus prováveis erros.

A ROTAM, armada de escudos, armas tipo 12 – responsável pera segurança – cometeu um ato de irresponsabilidade e despreparo: Lançou sobre os torcedores “gás pimenta”! Um grupo de no máximo 7 ou 10 pessoas!

Justificativa: Alguém jogou um copo de agua no escudo! Pasmem!

Para quem não sabe, a parte de baixo do Dutrinha, uma espécie de geral, é ocupada por famílias e suas crianças!

As torcidas organizadas ocupam a arquibancada superior!

Lá embaixo, na geral, é a gurizadinha assistindo e brincando enquanto o jogo acontece.
O gás pimenta jogado pela ROTAM atingiu uma série de crianças, entre elas um bebe de oito meses e meu filho que tem 6 anos.

O policial de forma covarde lançou o gás sobre todos e mesmo, com os poucos torcedores que estavam nas grades recuando, continuou com a ação que deve ter durou bem mais de dez segundos.
Um torcedor caiu ao chão e o policial jogou o gás diretamente sobre ele. Torcedor! Não era bandido nem nada! E sim, um trabalhador em seu momento de lazer!

Para se ter uma ideia da extensão da coisa,  toda aquela região da geral ficou vazia e o gás chegou ao vestiário do Mixto, distante no mínimo uns 30 metros do acontecido, e fez com que os jogadores saíssem do vestiário. Mesmo os torcedores da arquibancada sofreram com o gás chegando a passar mal.
Um clima de revolta tomou conta da torcida que avançou sobre a PM.

Fui com meu filho para cima dos policiais e, como todo pai protetor da sua prole, desbravei varias verdades raivosas.

Inaceitável. Uma situação inaceitável.

Meu filho me disse, “se eu soubesse eu não queria ter vindo”, depois “tô com medo da policia” completando com “quero ir embora”.

Esse é o sentimento que meu filho nutre agora por essa corporação.

Ao final do segundo tempo, os mesmos policiais da ROTAM ameaçaram os jogadores que reclamaram da ação no final do primeiro tempo. Um deles soltou para um dos torcedores “lá fora eu te acerto”!

“Lá fora eu te acerto”? O que é isso?

Então é assim que se constrói um campeonato?

Então essa é a postura de “policia cidadã”? Não, absolutamente não!

Muito me envergonha esses homens que por trás de suas fardas e capacetes, com seus nomes arrancados do uniforme agem sem o menor pudor ou respeitos por quem de fato paga seus salários.

Sou professor e em sala de aula sempre fui um mediador, exigindo respeitos às categorias profissionais!  Um corrupto não pode sujar todo um grupo de trabalhadores. Nunca aceitei afirmações de que polícias “são isso ou aquilo”.  Agora, estou profundamente arrependido!

Para aqueles que sempre exigi respeitos em sala, não me respeitaram e nem ao meu filho. Não respeitaram mães e seus bebes. Não respeitaram famílias.

O uso das chamadas “armas não letais” é uma violência! Armas, sejam elas quais forem, não são parar ser usadas contra nós!

Mais um abuso... mais um. Punição? Deveria haver! Haverá?

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