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Mostrando postagens com o rótulo Brasil

O Rádio do Padre

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Fonte: Revista de História

Ordenado padre aos 27 anos, o gaúcho Roberto Landell de Moura (1861-1928) entraria para a história mundial – ou quase isso.

Membro da Ordem dos Jesuítas e aficionado por ciência, o padre começou a fazer experiências que envolviam a transmissão de voz sem a utilização de fios.

Em 1900, o sacerdote fez uma demonstração de seu novo invento em São Paulo, transmitindo sua fala de um ponto na Avenida Paulista para o Alto de Santana, a oito quilômetros de distância. Em vez de receber os louros por sua façanha, o pobre homem foi atacado pela imprensa, chamado de impostor, bruxo e até de louco.

Desiludido, decidiu dedicar-se inteiramente ao sacerdócio, abandonando seus experimentos. O título de inventor do rádio acabaria indo para o italiano Guglielmo Marconi.


A história do Brasil logo após a independência

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Após 21 meses de guerra, dom Pedro I garantiu a unidade do território. Até na moda, se valorizava a identidade do país. O brasileiro descobriu o duplo emprego e a primeira Constituição lhe garantiu a liberdade de culto e de imprensa.

Por Tiago Cordeiro ((Clique aqui))

Como surgiu a literatura de cordel

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A literatura de cordel tem origem na Idade Média, mas muitas inovações brasileiras ajudaram a dar cara própria a esse patrimônio único

Érica Georgino | 01/03/2011 10h42 De tanto ouvir Roberto Carlos mandar tudo para o inferno, nos versos da canção que dominava as rádios no fim dos anos 1960, o poeta Enéias Tavares dos Santos decidiu que o "rei" havia feito por merecer uma resposta - e do tinhoso em pessoa. Escreveu então o folheto de cordel Carta de Satanás a Roberto Carlos, em que o diabo se dirigia queixoso ao cantor, diretamente da "corte das trevas".

Confira como surgiu a literatura de cordel http://t.co/RdeF9dPR -- AventurasHistória (@AvHistoria)

Jovens manifestam contra comemoração do golpe militar no RJ e exigem punição aos assassinos e torturadores!

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do site Juventude Revolução Ontem (dia 29/03/12) o clube militar do Rio de Janeiro (Cinelândia) convocou seus associados para um evento chamado “1964: A verdade”, que chamava o golpe de “revolução democrática” e defendia que a ditadura era uma defesa da democracia na pátria, pra que não houvesse uma “ditadura comunista”. Uma manifestação de repúdio foi convocada e teve adesão de vários jovens e organizações políticas para lembrar e repudiar as barbaridades causadas pelo regime militar brasileiro. Cerca de trezentos jovens compareceram ao ato, com faixas, bandeiras e cartazes e lembraram de nomes históricos da luta contra a ditadura. Foram lidos todos os nomes de desaparecidos enquanto os jovens gritavam: Presente! Também era possível ouvir palavras de ordem exigindo punição aos torturadores. Os militares da reserva que iam chegando eram vaiados e xingados pelo público. A polícia militar e o choque como era de se esperar cumpriram o papel nefasto de proteger os torturadores e atacar o…

Entrudo: Folia colonial

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Fonte: Revista de História por Alexandre Belmonte
Umas das primeiras festas populares do país, o entrudo passava longe de festejos 'caretas' do século XIX Quem pensa que as folias populares no século XIX eram “caretas” nunca ouviu falar do entrudo. Trazido pelos portugueses, era uma brincadeira muito comum tanto nos salões como nas ruas, ultrapassando os limites da Corte do Rio de Janeiro e tornando-se frequente em vários cantos do país.

No carnaval, foliões divertiam-se atirando ou espremendo uns contra os outros limões de cera cheios de água de cheiro. Nem mesmo Sua Majestade Imperial D. Pedro II ficava de fora da brincadeira, conforme relato da sua entusiasmada participação num entrudo familiar, em 1882, pelo jornal Gazetinha.


Além das brincadeiras de salão, havia o entrudo popular, recheado de brincadeiras e “molhadeiras” que sempre suscitavam protestos e reclamações nos jornais. Adaptações dos limões de cheiro eram comercializadas ou arranjadas pelas ruas. A…

Relatos de Terror: Acervo de Prestes

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Documento encontrado no acervo de Prestes traz, além da lista de 233 torturadores, descrições de sequestros, falsos suicídios e ligações de grupos paramilitares clandestinos com milícia argentina.

Do site Revista de História
O relatório da IV Reunião Anual do Comitê de Solidariedade aos Revolucionários do Brasil, preparado por presos políticos no início da década de 1970, conta com detalhes vários episódios ocorridos durante o regime militar naquele período. Além de identificarem 233 torturadores, há capítulos dedicados aos “desaparecidos políticos”, à “farsa dos suicídios” e ao “braço clandestino da repressão” – com direito a descrições minuciosas de sequestros e sessões de tortura.

 O documento começa contando casos de militantes que desapareceram misteriosamente - ressaltando que, em 1976, as táticas tinham mudado. Até então, a vítima chegava a comparecer aos órgãos de repressão antes de “desaparecer”; mas, a partir daquele ano, os militantes não seriam mais vistos “por outros pr…

Vida e Mídia

Sarcasmos... a parte!

A Venezuela de Chávez, como sabemos da leitura diária dos jornais e do martelar inclemente das tevês, é um dos piores lugares do mundo para se viver.

Só pode ter sido um erro, assim, atribuir aos venezuelanos um nível de satisfação com a vida tão elevado, como o que consta no Relatório de 2011 do Índice de Desenvolvimento Humano da ONU.

Numa escala de 1 a zero, os mais felizes com a vida no planeta são os noruegueses: 7,6 ;o Brasil registra um grau de felicidade de 6,8; o dos venezuelanos é de 7,5.

No mesmo relatório da ONU, a Argentina que conforme sabemos pela mesma mídia, cavou sua sepultura econômica e social após oito anos de populismo kirchnerista, emerge como o 45º país do mundo em desenvolvimento humano.

Isso numa lista de 187 nações avaliadas e comparadas com base em indicadores de expectativa de vida, escolaridade e renda per capita.

Outra discrepância notável é o caso de Cuba. Literalmente despencando, desprovida de qualquer legitimidade, a julgar…

Crimes da Ditadura Brasileira: o caso do atentado Riocentro

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Peguei no Ativando Neurônios
O jornal O Globo publicou uma interessante matéria sobre o caso atentado Riocentro .
O Caso Riocentro foi uma ação de terrorismo organizada por agentes do governo militar e organizações de direita contra o processo de mobilização pelo fim da ditadura militar.

A ideia dos terroristas do Exército eram criar situações de caos no país para justificar a manutenção da ditadura militar.

A década em que vivemos em perigo (Golpe de 64)

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O caminho que acabou por nos levar ao golpe começou no segundo governo de Vargas, em fevereiro de 1954, com o “Manifesto dos Coronéis”, documento assinado por quase uma centena de oficiais superiores. O texto denunciava as tentativas de subversão da ordem promovidas pelos comunistas, agitava o meio militar acusando o governo de procurar rebaixar salarial e socialmente os oficiais - e concluía que a unidade militar era fundamental para mudar essa situação. Todos sabiam que por trás dos coronéis estava a alta hierarquia militar. O artigo é de João Roberto Martins Filho.

João Roberto Martins Filho (*) no site Carta Maior
O golpe militar de 1964 não foi uma fatalidade. A derrubada de Goulart não era nosso destino inexorável. Erros de avaliação política e golpes da fortuna colaboraram para um desfecho que, embora provável, não estava escrito nas (quatro) estrelas.


Mais uma vez, Maquiavel estava certo: acaso e virtú conduzem a história por caminhos imprevisíveis. Ao subestimar a capacidade …

Sobre PSAT, SAT e os critérios das universidades nos Estados Unidos

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Luiz Carlos Azenha compara os “vestibulares” do Brasil e dos Estados Unidos. Lá, as universidades primam pela diversidade social em suas escolhas e não apenas as notas



Caros leitores, fui secundarista nos Estados Unidos. Meu diploma de segundo grau é da Old Mill Senior High School, de Glen Burnie, um condado do estado de Maryland.

Sei o que é o teste do PSAT (preparatório) e o que é o SAT (standart admissions test).

É o equivalente do ENEM nos Estados Unidos.

Um aluno americano NUNCA é admitido em uma universidade, pública ou privada, com base apenas no resultado do teste.

O teste é considerado apenas uma medida do aprendizado que o aluno teve no ensino médio.

O julgamento das universidades, ao admitir os estudantes, é altamente subjetivo.

Leva em conta as notas do estudante no ensino médio, o resultado do SAT, uma redação do aluno sobre os motivos pelos quais escolheu aquela universidade e critérios que independem dos alunos.

Toda universidade dos Estados Unidos — de Harvard a C…

Regulação de conteúdo é prática corrente em países democráticos

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Ao contrário do que afirma uma parcela da grande imprensa brasileira, medidas de regulação do conteúdo veiculado na radiodifusão são consideradas necessárias para a garantia da pluralidade e o respeito aos direitos humanos, pilares de sociedades democráticas. Experiências apresentadas em seminário internacional revelam o quanto o Brasil está atrasado neste debate. "É uma escolha social promover a diversidade cultural para que não exista o monopólio da indústria cultural e a uniformização", disse Emmanuel Gabla, diretor adjunto do Conselho Superior de Audiovisual, da França (foto).

Bia Barbosa, de Brasília - Carta Maior

3 de agosto de 1988 – Constituinte decreta fim da censura

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“É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”, vinha em um dos parágrafos aprovados pela Constituinte.


A partir do terceiro dia de agosto de 1988, o cidadão brasileiro se tornou, oficialmente, livre em suas manifestações de caráter intelectual, artístico, científico e comunicacional. A Assembléia Constituinte decidiu manter o que fora aprovado no primeiro turno de votação sobre a nova Constituição. Ou seja, obras como livros, quadros e textos de natureza científica, entre outras manifestações enquadradas pelo projeto constitucional, não só não poderiam mais ser censurados, como sequer dependeriam de licença do governo para existir no território nacional. O Brasil se libertava, formalmente, das últimas mordaças do governo militar.


Acervo da ditadura mofa sob goteiras em Brasília

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Enquanto o governo federal compra briga com os militares para desvendar informações sobre a ditadura (1964-85), o Arquivo Nacional, em Brasília, guarda documentos sob goteiras e dentro de sacos plásticos, com risco iminente de incêndio.

Por Filipe Coutinho e Lucas Ferraz - Brasilia Folha On Line
São quase 35 milhões de folhas, armazenadas em condições precárias, que narram a censura, a perseguição a militantes de esquerda e a ação das Forças Armadas em um dos momentos mais obscuros da história do país.

Toda essa papelada ainda aguarda triagem dos arquivistas para a definitiva incorporação ao acervo.

Os arquivos estão desde 1999 no prédio da Imprensa Nacional, que até hoje não foi adaptado para armazenar documentos históricos: não há saídas de emergência, o teto tem infiltrações e há fios expostos nos corredores.

O Arquivo Nacional em Brasília, uma espécie de filial do Rio de Janeiro, que concentra a maior parte do material, trabalha no limite de sua capacidade. Segundo a própria direção,…

Os torturadores não podem dormir tranqüilos

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A Justiça chegará ao Brasil, de fora para dentro
Do site Conversa Afiada [que] reproduz texto de Marcelo Zelic, vice-presidente do grupo Tortura Nunca Mais:
Caro Paulo Henrique Amorim, estive em Brasília e gostaria de partilhar com os amigos navegantes do Conversa Afiada o poema e o texto, que trago depois de um silêncio. A todos aqueles que enviaram cartas aos ministros do STF, na esperança de Justiça, e àqueles que difundiram a campanha e o documentário, exponho uma certeza. A luta deu um salto de qualidade. Já que o Estado brasileiro mostrou sua cara a favor da impunidade, seguimos.
Quem afaga a tortura, desrespeita o sofrimento vivido. Gera lágrima e dor futura. O juiz que se omite em punir a barbárie, por mais que esbraveje o contrário.

Joaquim Nabuco: 100 de sua morte.

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Joaquim Nabuco morreu em janeiro de 1910, quando ocupava o cargo de embaixador do Brasil em Washington.

Havia retornado à diplomacia na virada do século, depois de ter ficado no ostracismo com a chegada da República, em1889, ele que era monarquista e havia acumulado muitas afinidades com a dinastia dos Braganças e o ritual mais pomposo do parlamentarismo monárquico. Vivera preocupado com o risco de que a República, sem quadros dirigentes bem preparados e tendo de se fixar num território gigantesco e mal povoado, derivasse para algum tipo de tirania ou entregasse o País às oligarquias. Tentou combatê-la, mas não havia ressonância monarquista confiável no País. O golpe de Deodoro da Fonseca desnorteou-o. Voltou-se, então, para si mesmo, dedicando-se a escrever sobre a vida de seu pai e a elaborar suas próprias memórias.

Dessa fase de quase reclusão resultaram dois grandes livros, Um Estadista do Império e Minha Formação, obrigatórios em qualquer brasiliana que se preze.

Antes da Repúbli…

Pequenas considerações sobre as “Questões Haddad”.

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Hoje, pelo twitter, tive acesso a um artigo onde o ministro Haddad. Dizia ele defender a “promoção por mérito” para os professores, o que premiaria o “esforço do professor” além do um “estágio probatório”. Sugeriu ainda uma “prova nacional de admissão para professores”.


Resolvi lançar um pouco de tempero a essa discutição. Nada do que digo foi discutido em uma reunião ou coisa parecida. São apenas boa idéias...


Boas idéias ministro, mas algumas situações precisam ser pontuadas.


Antes, vamos considerar essa tabela de alguns dados colhidas na internet – sem qualquer preocupação cientifica – sobre os salários iniciais de cada profissão.


Insistir na formação de um profissional na área de educação que o valorize e o responsabilize pelo conhecimento e a sua atividade é uma linda idéia, mas dentro do quadro atual da educação brasileira a sua estrutura e realidade nos diversos municípios, esse discurso é apenas perfumaria.


Instalar laboratórios de informática – simplesmente para acessar o ‘m…